quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Cerveja artesanal, um novo amor nacional



O Brasil sempre foi um país festivo, o ano do brasileiro sempre se fez repleto de eventos e na sua mão nunca lhe faltou um copo com uma cervejinha bem gelada. A bebida sempre foi amplamente vendida no país da folia, e nestes anos mais recentes, o amor nacional ganhou mais uma categoria: O modo artesanal de ser feita.

Segundo dados publicados noG1, o número de cervejarias no Brasil quase dobra em três anos e o setor volta a oportunizar empregos.Impulsionado pelo crescimento de cervejas artesanais, o número de fábricas saltou de 356 para 679, mesmo em meio à crise e queda do consumo da bebida no país.

Novas receitas, sabores e festivais do ramo atraem cada vez mais apreciadores e degustadores das cervejas artesanais. De acordo com o mestre cervejeiro HardyHartmann, de Panambi, destaca sua presença no meio da cerveja artesanal: “comecei fazem quatro anos, a vontade veio depois de uma viagem para a argentina, Cordoba, Mendoza e Bariloche, onde tomei varios tipos de cerveja que nem conhecia, na verdade nem sabia que existia cerveja que nao fosse Pilsen.” Hardy tem sua produção localizada na cidade de Panambi, interior do Rio Grande do Sul e conta que começou no meio por hobbie, vendendo para amigos e hoje produz 1000 litros/mês vendendo para o público fã da bebida. “Eu faço as que gosto de tomar. Uma Blonde Ale bem suave para quando quero beber uma tarde inteira, Amber Ale, maltada muito boa, Apa com amargor médio, uma IPA bem amarga e a Extra Stout (Guinness) e as vezes outro tipo para ir testando receitas. Comecei fazendo com receitas baixadas da internet e de outros cervejeiros, e aos poucos fui mudando os ingredientes para deixar elas ao meu gosto, com os produtos que existem, podem ser produzidas milhares de tipos de cerveja.” O empreendedor tem a cervejaria Elsenau e produz a cerveja G’Suffa e conta com orgulho suas “aventuras” neste meio de paladar apurado.



Normalmente no mercado aberto podem-se observar cervejas do ramo com preço bem “salgado”, um tanto desagradável para o consumidor, o cervejeiro fala a respeito deste problema: “Acho que isso já esta mudando, os preços das cervejas estão mais acessíveis, só as marcas mais famosas que estão caras, e alguma que tenha algum ingrediente especial. Se todos conseguissem aumentar seu mercado, o preço iria cair.” Hardy que vende suas “obras de cevada” a 10,00 reais 600ML engarrafada. No início de 2018, no estado de Santa Catarina aconteceu uma premiação no evento “Concurso Brasileiro de Cervejas 2018”. Hardy prefere apenas participar de eventos para vendas de cerveja, sendo assim, outros especialistas do meio participaram, tendo representantes do país todo colocando sua marca para a competição. São Paulo foi o estado vencedor, tendo 16 medalhas de ouro. Nosso estado, Rio Grande do Sul, ficou com o quarto lugar tendo 11 medalhas de ouro com destaque a cervejaria Tupiniquim.


Para despedida desta jornada cervejeira, aproveitamos para apoiar o leitor que está com vontade de entrar no ramo, então o amigo cervejeiro Hardy Hartmann destaca: “Eu fiz um curso de cervejeiro artesanal antes de qualquer coisa, acredito que o ideal seria estudar sobre a fabricação de cerveja e fazer duas levas antes para ter mais noção e ter um aproveitamento melhor no curso. Temos a cidade de Ijuí com a empresa Indupropil, que oferece cursos de cervejeiro e outros mais específicos. Já para o morador da nossa capital e região, tem a WE Consultoria, que oferece os cursos em convenio com o Instituto Brasil Alemanha. Nas duas tem a venda de todos os insumos necessários para a produção”.

Acompanhando aquela cervejinha especial, aproveite e escute o Metal Etílico, para "casar" bem com a gelada:
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