domingo, 20 de janeiro de 2019

Os Torto: "É verdade esse EP" modernizando os ouvidos


Modernizando sua bela carreira de 24 anos na estrada, os gaúchos da banda Os Torto disponibilizam seu novo EP nas plataformas digitais. "É verdade esse EP" chega conceitual porém totalmente feito com a originalidade que só a banda sabe produzir. Este é o sétimo registro da banda que planeja lançamento de um novo disco em 2019. Este que é mais um lançamento do selo carioca Morcego Records, liderado por Henrique Badke (Carbona).


Eles nomeiam seu gênero como "Punk de deboche" e juntamente ao EP, divulgam um vídeo clipe especial contando com uma analise de suas composições:



Cocô (Clipe)
Não estamos sozinhos nessa! Não há necessidade de citar qualquer nome aqui. Apenas marcar posição e gritar bem alto que nada e nem ninguém vai tirar de nós a nossa essência. A alegria com senso crítico. A raiva quando necessária. A solidariedade e a empatia especialmente com quem mais tá sofrendo. E, é claro, o deboche. Esse nunca vai faltar. Como eu li esses dias por aí, "serei resistência, mas também serei deboche". E isso a gente sempre soube fazer bem. Nos vemos num porão por aí.
Cérebro Lindo
Nem sabemos direito como começou essa música. Mas percebemos um movimento de larga escala na sociedade de preguiça mental extrema, ao mesmo tempo em que ninguém quer parecer ou deixar claro que não entende de algum assunto. Assim, todo mundo é entendedor de tudo. Mas pra poder acumular tanto conhecimento em pouco tempo, só se fosse estilo Matrix - manja aquela cena do Neo aprendendo a lutar Kung Fu? Aí surgiu assim esse personagem sem nome que narra essa música: alguém que quer ser superinteligente mas tem preguiça de ler, de pesquisar e tenta absorver inteligência de outras pessoas, tipo o Apocalipse do X-Men. No final esse texto é só pura enrolação de alguém que, vá lá, também tem preguiça de ler às vezes. Aqui também cabe uma citação do escritor Isaac Asimov: “Uma onda anti-intelectualismo tem sido uma constante trama se espalhando por nossa vida política e cultural, nutrida pela falsa noção de que democracia significa que "minha ignorância tem tanto valor quanto o seu conhecimento".
Vinícius
O início da vida é permeado de vários momentos incríveis. Quando meu filho, hoje com dois anos e meio, era ainda menorzinho, toda vez que eu ia embalar ele no colo pra fazer dormir, ficava cantarolando melodias de diversas músicas, umas populares e outras inventadas na hora. Uma dessas inventadas se repetia frequentemente. Até chegar ao ponto de eu conseguir imagina-la tocada pela banda. Assim nasceu "Vinícius" - não o meu filho rsrsrs, a música. Curta e direta como um instrumental à lá Descendents/ALL. Com muito amor, carinho e barulho. Se ontem ele dormia com essa música, hoje ele pode dançar. 
Depoimento de Thalis Miguel (baterista)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

ENTENDA HC: 'Por Muitas Vezes' é o novo EP dos gaúchos


"Por Muitas Vezes" é o segundo EP da Entenda. Banda de hardcore formada, em 2002, na cidade de Canoas. O EP foi gravado, mixado e masterizado no estúdio Hurricane, em Porto Alegre. Já a produção ficou por conta de Sebastian Carsin e da própria banda. A arte da capa é criação do artista Wendell NarkEdmi. 
O EP foi gravado durante o ano de 2018 e também marca o retorno das atividades da banda. A história da Entenda é como surgiram a maioria das bandas independentes. Formada por um grupo de amigos que dividiam gostos em comum, entre eles o gosto pela música. A banda formada em 2002, lançou seu primeiro material em 2003 e participou de algumas coletâneas da cena hardcore da região metropolitana. 

Já o clipe da música 'Havia Tanta' tem direção, produção e edição assinada pela Chama Vídeo Independente, liderada pelo videomaker Renato Souza. 
Atualmente, a banda é: Alisson (Vocal) Renato (guitarra), Gabas (baixo), Charuto (guitarra) e Gabriel (bateria). A banda é composta por figuras conhecidas da cena hardcore da região. As outras bandas que os integrantes tocam são CxFxCx, Simplez, I.C.H e Pernalonga.
Texto Redigido por Wender Zanon

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Simplez: gaúchos lançam o álbum "Dessa Vez Eu Sei"


Na velocidade do cotidiano, a banda Simplez divulga o seu terceiro álbum. Um hardcore veloz contando um pouco de histórias e fatos da vida na pegada veloz do gênero. Este que é o sucessor de "Tudo por 1 sentido na vida" lançado dez anos atrás. 

O álbum foi gravado no Estúdio Hurricane por Sebastian  Carsin. A produção ficou por conta de Luis Felipe Rodrigues “JR” e da própria banda. Todas as dez faixas são de autoria da Simplez. A cantora gaúcha Adrielle Gauer participa na faixa “Seguido”. Já a arte da capa é assinada pelo mesmo autor das outras duas capas da banda, Oscar "Backpack" O. Branchi.


Recentemente aproveitando o lançamento de inéditas, a banda produziu um vídeo clipe com uma das faixas mais pesadas do disco em termos de poesia e sonoridade. Faça Agora As Coisas Que Você Quiser” conta com produção e direção da Chama Vídeo Independente, liderado pelo videomaker Renato Souza que também é vocalista e baixista da Simplez. Você pode conferir o álbum completo no Spotfy .

Biografia:
A banda teve início em 2000, na cidade de Canoas. Lançou o primeiro CD intitulado apenas "Simplez", no ano de 2005. Nesse mesmo ano foi uma das quatro bandas a idealizarem o movimento BIL, que mais tarde seria chamado de COLETIVO B.I.L. (Bandas Independentes Locais) ajudando a fomentar a cena independente da cidade de Canoas e região. Em 2008, a Simplez lança o segundo CD chamado "Tudo por 1 sentido na vida”, contendo 17 faixas. 

Lyria: cariocas cantam “Não tente me mudar”, em novo clipe


Destaque no Melhores do Ano dO' Subsolo , a banda do Rio de Janeiro colhe muito bem os frutos do seu mais recente EP " Inmersion", tendo um excelente resultado musical e agora comemorando e ampliando o trabalho com o clipe da faixa "Let Me Be Me". A mensagem desta canção homenageia um fã da banda, que acabou falecendo este ano. Confira:



"A música fala sobre libertação, em como sair do olhar do outro e enxergar-se como si mesmo, com seus defeitos e qualidades, que te tornam um ser único.Algumas pessoas se projetam no outro, apontando defeitos que, na verdade, estão no próprio indivíduo. Deixar de viver sob a expectativa alheia e buscar seus próprios sonhos, seu sentido de viver.", define Aline Happ, vocalista e compositora da faixa.

Um dos grandes nomes do metal nacional, o Lyria é formado por Rod Wolf (guitarra), Thiago Zig (baixo) e Thiago Mateu (bateria), além de Aline. Desde 2012 na estrada, eles se tornaram conhecidos no Brasil e em países da Europa e nos Estados Unidos a partir do lançamento de "Catharsis", disco de estreia em 2014. Atualmente eles seguem em turnê com o disco "Immersion", que já passou por diversas cidades da Região Sudeste.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Revolução: mineiros criticam Bolsonaro com a música "Brasil Acima de Todos"


Inspirado no punk rock raiz do Sex Pistols que na década de 70 protestou contra o governo inglês, a Revolução acaba de lançar sua mais nova música: Brasil Acima de Todos. Numa clara critica as políticas e falas do novo Presidente Brasileiro, Jair Bolsonaro. Veja o vídeo lançado no dia da posse do atual governo federal.


“O Brasil sempre teve milhares de problemas, e infelizmente a forma como a política funciona aqui acaba iludindo as pessoas, eleição após eleição. Não existem salvadores da pátria, nem ‘únicos culpados’ pela situação atual do país. O contexto do caos político e econômico brasileiro vem de décadas atrás. O governo Bolsonaro representa mais uma tentativa de levar o país para frente, mas aparentemente não vejo motivos para acreditar nisso”, conta Johnny Kiff autor da letra da canção.
A música foi gravado no estúdio Casa Radar, em Belo Horizonte. A obra fará parte do próximo disco do grupo que já conta com as canções Fake News e Guerra Civil, Guerra Imbecil. No próximo dia 9 de fevereiro a banda fará seu primeiro show do ano no teatro principal do Sesc Venda Nova em Belo Horizonte. As entradas custarão R$10 mais um kilo de alimento não perecível a ser doado para o projeto Mesa Brasil do Sesc.

VEJA A LETRA DA CANÇÃO

BRASIL ACIMA DE TODOS
Cheguei ao fundo do poço
Só penso no meu bolso
Pra salvar o Brasil
E eu quero o meu fuzil
Quero Ordem e Progresso
Brasil Acima de Todos
Vão me enganar de novo
Mas sei que no Congresso

Ninguém liga para o povo Brasil Acima de Todos
Diz a verdade quem mente melhor
O "ideal" é o "menos pior" O brasileiro é fácil de enganar
Brasil Acima de Todos  
E a conta é o povo que vai pagar

domingo, 23 de dezembro de 2018

A banda do momento: Black Crow Feather



Recentemente entrevistamos Caio Botrel da banda Black Crow Feather. Confira agora os bastidores desse projeto inovador:


Caio de onde veio a inspiração para criar O Black Crow Feather? E porque desse nome para batizar o projeto?


Caio Botrel: Antes de tudo, gostaria de agradecer pela oportunidade de participar de um projeto tão importante para o cenário nacional, que é o Metal Etílico.

Bom, a inspiração surgiu no início de 2016 logo após eu ter deixado a banda paulista Final Disaster. Na época eu estava ouvindo diversas bandas diferentes e isso me motivou a tentar criar uma sonoridade diferente, criar um projeto onde eu teria liberdade total para me expressar como artista e pessoa. A intenção foi sempre fazer um projeto de Metal, porém aberto a diferentes influências.


Inicialmente o projeto se chamaria The Black Crow, pois tenho um fascínio por corvos e a sua posição na literatura, filmes e mitologia é bem interessante e diversa. Porém, durante uma conversa com o Kito Vallim (Final Disaster/HellArise), comentei sobre o nome Black Crow Feather e imediatamente nós descobrimos que seria o nome ideal para representar a intenção do projeto.

Conte mais sobre o processo de formação do projeto através da rádio O Subsolo? 

Caio Botrel: Foi um dia bacana, haha! Eu faço parte da equipe do blog O Subsolo e um dia recebi um convite do Wendel e Maykon para participar de um programa que seria com o Wallace (Aneurose) já que somos amigos e nos conhecemos há alguns anos. Porém, o Wall teve um problema e não conseguiu participar, aí o Kiko Ciociola (Aneurose) assumiu o programa. Conversamos um pouco nos bastidores e nos conhecemos brevemente, mas durante o programa o Wendel resolveu perguntar sobre o projeto e assim que terminei de falar, o Kiko disse que se precisasse de um baterista ele toparia tocar comigo... então foi bem divertido e inesperado a entrada do Kiko no BCF. Felizmente isso está gravado e disponível em algum lugar da internet, haha.


Como as experiência anteriores em outras bandas e projetos fortaleceram a ideia de inovação do Black Crow Feather? 

Caio Botrel: Acredito que a bagagem que eu adquiri tocando em bandas e projetos diferentes tenha sido de extrema influência para o surgimento inicial do Black Crow Feather, pois as experiências que vivenciamos como artista e pessoa criam marcas e se tornam parte de nós.

Toquei em uma banda de Dark Metal chamada Spleenful  e tive muito contato com orquestrações, literatura e música clássica durante esse período e logo após eu recebi um convite para me juntar ao Final Disaster, onde acredito ter evoluído muito como compositor e artista e ter visto que é possível desenvolver uma sonoridade diferente dentro de um estilo que muitas vezes se torna repetitivo. Então, todas essas experiências fizeram eu ter essas ideias para criar o BCF.

Quais gêneros musicais estão sendo envolvidos ao metal na construção dessa nova sonoridade? Quais resultados legais obtiveram? 

Caio Botrel: Não acho que consiga responder essa pergunta ao pé da letra. Nós estamos criando música sem nos limitarmos ao Metal, então pode ter um pouco de cada coisa.

Acredito que tudo que nós estamos fazendo esteja acontecendo de modo natural, mas para citar um exemplo, eu estou compondo algumas partes em um violão acústico com cordas de nylon que tem uma grande influência de música clássica. O Kiko estava trabalhando em alguns títulos tradicionais brasileiros em cima de riffs que beiram o Black Metal.

Nós recebemos alguns resultados legais, como descobrir que conseguimos fazer uma sonoridade nova sem que soe como uma colcha de retalhos. A realidade é que não há muito o que se explicar, apenas aguardem o lançamento do primeiro single e esperamos que gostem do que estamos fazendo.

Como está sendo a participação e a seleção dos músicos que estão participando do projeto?

Caio Botrel: O Kito Vallim entrou no BCF e deve participar da criação e gravação das músicas como compositor, vocalista e baixista. Ele não é um membro oficial, mas é o terceiro membro haha.

Para o primeiro single nós vamos ter a participação de um amigo da Finlândia, que já excursionou com bandas como Ensiferum, Wintersun, Turisas e Korpiklaani. Talvez isso seja uma dica do que está por vir em nosso primeiro single...

Fale um pouco sobre o primeiro single que está por vir? O que o público pode esperar desse trabalho? De onde vem as ideias para as orquestrações, melodias, vocais limpos misturados com guturais?

Caio Botrel: O primeiro single é um pouco mais técnico e sombrio. Acredito que vá mostrar a personalidade do projeto é um pouco do que está por vir nos próximos trabalhos.

As ideias surgem de qualquer lugar. Às vezes posso estar no trânsito e surgir alguma melodia, letra ou riff em minha mente, então eu tento gravar isso em meu celular e quando chego em casa eu reproduzo o que está gravado e a partir daí tento encontrar algo que me satisfaça. Envio para o Kiko e Kito e todos opinam, inserem suas partes e assim nós vamos escrevendo as músicas.

Será épico, aguardem! \m/

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Revolução lança DVD completo no youtube



Se existe uma banda que busca sempre o caminho do sucesso mudando o conceito das pessoas com letras de amor e críticas ao governo, esta banda é a Revolução. E para coroar sua discografia sem medo de erros, a banda traz seu DVD Revolução: Ao Vivo em Venda Nova. O grupo escolheu bem o local da gravação, o Centro Cultural Venda Nova é um lugar com biblioteca, cursos de arte, e shows de música, localizado na zona norte de Belo Horizonte. Inclusive, o show de gravação do DVD da banda foi um dos maiores projetos já realizados por lá. E coroou a celebração dos 10 anos do local, em agosto de 2017.



Este é o segundo DVD musical da banda. Desta vez contando com uma super produção com direito a vários recursos nas filmagens e na captação do show. O CD deste trabalho já foi lançado nas plataformas digitais. Já o DVD conta com extras especiais e participações inusitadas que abrilhantaram a noite. Como o morador vizinho ao local que ouviu o show em sua casa, e foi ao palco dizer que gostou do que estava ouvindo. E o ativista Ricardo Andrade que discursou sobre a importância dos rios para a vida urbana. Veja também os bastidores da gravação abaixo:



Sendo assim, vamos a faixa de abertura do show: “Você Só Pensa Em Dinheiro”, um som dos primórdios da banda que ganha uma textura mais rock n’ roll nesta versão ao vivo. Uma música que marca a textura engajada da banda, criticando o lado político brasileiro. Letra sincera que marca a ótima produção sonora do trabalho, e que deixa claro o vocal de Johnny Kiff ao ar livre, contando com uma ótima acústica. A segunda música é do EP O Mito da Alegria Tropical (2017), a faixa “Me Mostre O Que É O Amor” com direito a efeitos de sintetizador. A canção tem uma letra mais simples com versos sobre o amor, porém um som de textura pesada dentro do indie rock que a banda traz para modernizar o seu rock n’ roll para o público.

“Amor Digital” dá sequência a esta bela produção, com uma letra super atual, que bate muito bem ao amor jovem desta era digital. Depois, contando com uma influência clara dos irlandeses do U2 temos a música “Primavera no Deserto”, um som mais profundo. Este som traz um swing maior na guitarra que embala uma letra sincera e única a pessoa amada. Com certeza um som mais acústico e calcado nas influências da banda. Logo após o baterista trabalha mais, em suas viradas e feeling para dar vida a faixa “Hino Brasileiro Sincero”. Essa música é a faixa de abertura do EP mais recente da banda. Um som mais arriscado. A banda constrói uma bela letra. A faixa inicia com influência pura do Queen, e na sequência da musicalidade, passa a ter pegada de outros gêneros como sertanejo universitário e pagode. Realmente um risco, porém encorpora muito bem a realidade que a letra trás, para passar a mensagem de crítica a cenário político brasileiro.

Seguindo a linha das faixas românticas, a banda traz a faixa “Gianecchini” que conta com um humor maior na letra, som do primeiro trabalho o grupo, Sucessos Desconhecidos (2012), com um embalo mais popular. Por outro lado, “Bons Motivos Pra Viver” definitivamente traz uma linda letra profunda, uma declaração sincera de um single do segundo disco da banda, O Último Dia de Nossas Vidas (2016).

Então vêm a música “Luzes” aonde é trabalhada a mensagem do amor para mudar o mundo. Refrão forte e bem repetido para deixar bem claro a mensagem da letra que traz em sua sonoridade grandes variações na guitarra e bateria fluindo. Mais uma vez a influência de U2 com o indie rock soa bem aos ouvidos. Seguindo as belas composições da banda, chega aquela que para mim é o hino da banda, a música “Sociedade dos Zumbis”. Ela contém uma letra muito bem elaborada e sincera, ritmo contagiante com um belo solo de guitarra. Rock puro e com um reggae na parte final da música marcando bem a obra. Vale ressaltar as belas pontuações do baixista Silas Lopes que marca bem o peso sonoro e articula o backing vocal.

Eis que chegamos a música “Armagedom”, uma declaração sincera pelo nosso mundo atual, um grande pedido e sonho de muitos, em uma bela canção com direito a trecho da música “It’s the End of the world”, do REM, cantado em inglês no fim. Na sequência “Dias de Inverno” trabalha a vivência do amor. A faixa que inclusive é dedicada aos familiares das vítimas de um acidente que ocorreu em Belo Horizonte em 2014, quando um viaduto caiu em umas das principais avenidas da cidade matando 2 pessoas e deixando inúmeros feridos. Vale marcar muito bem até aqui a forte entrega do vocalista que canta muito bem as notas e não perde a energia. No fim é cantado em inglês o refrão da música “Ob-La-Di, Ob-La-Da”, clássico dos Beatles.

“Eu te amo” é a última faixa romântica do show. Ela finda as sinceridades cantadas sem medo naquela noite. A canção remete a grandes bandas dos anos 80 como The Smiths e Paralamas do Sucesso. E ao mesmo tempo soa como uma música atual e cativante.

Na sequência a banda toca “Garnet Azul”, um som muito bem trabalhado no instrumental. Esta tem uma história artística tanto na letra, quanto nos cinemas. Sim! A faixa faz parte de um filme de animação: “O Segredo do Garnet Azul”. Os sintetizadores voltam a ter destaque somados ao um inspirado solo do guitarrista Ekson Wallace.

Para encerrar o show, a banda dedica a música “Classe Média”, trazendo a tona a energia da banda, com um som mais rock n’ roll com uma letra que critica a situação da população brasileira no país. Este DVD com certeza marca um ponto muito importante para nossa música nacional, pois traz uma grande produção com tecnologia de primeira, tendo gastos muito bem equilibrados para uma qualidade de primeira. Também fomenta e apoia as bandas de todos os cantos do país. Todos vêm que é possível aumentar a qualidade e fazer história no circuito nacional. Um DVD, um marco, uma produção de primeira que vale a pena ser presenciada!
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