sexta-feira, 5 de junho de 2020

Oitão, do chef Fogaça, mostra grito de indignação e revolta em ‘Proteste’


Indignação é um sentimento que, há décadas, une os brasileiros quando o assunto é desacertos e mazelas na política nacional, ou melhor, politicagem, enquanto a ação transgressora do real sentido de governar e conduzir a nação. Como um grito de revolta, o Oitão, que hoje é Henrique Fogaça (vocalista), Marcus D’Angelo (bateria), Caio D’Angelo (baixo) e Ciero (guitarra) lança o single ‘Proteste’. Assim como em ‘Instinto Sujo’, carrega a potência e fúria da banda numa música urgente e pontual.

‘Proteste’, que ressalta ainda mais a amálgama do metal com o punk, ganha dinâmica na versão lyric-video, já disponível no canal do Youtube da Canil Records. Confira aqui:
Como destaca Fogaça, ‘Proteste’ é um retrato de uma realidade que se arrasta pelo Brasil no que diz respeito à incompetência e avareza na política. “A música traz à tona uma indignação de anos, cada vez mais voraz”. É, também, um chamamento para que a situação mude e por meio de todos os brasileiros juntos. “Vamos questionar juntos, juntos somos mais fortes, independente se você é do rock ou de qualquer outra tribo. ‘Proteste’ é para todas as pessoas indignadas que se identificam com essa revolta”, completa o vocalista.

Junto ao single, o Oitão lança o projeto “Proteste por um Mundo Melhor”. A ação vai ajudar pessoas em situação de rua e em vulnerabilidade social por meio de arrecadações de alimentos, cobertores, roupas e produtos de higiene pessoal no restaurante Jamile, na capital de São Paulo. Tudo que for arrecado será entregue a eles no mesmo dia da ação Marmita do Bem.

Para Fogaça, o idealizador do projeto, a ideia surgiu após a criação da letra da música ‘Proteste’. “A banda tem como objetivo expressar a liberdade de expressão, nosso cotidiano, sermos livres de qualquer tipo de preconceito, discriminação, miséria, desigualdade, preconceito, exclusão social, saúde precária etc”.

Saiba mais sobre as campanhas
Marmita do Bem: https://bit.ly/2MuqYyr

Cobertor do Bem: https://bit.ly/2AHDIPu

quinta-feira, 4 de junho de 2020

A banda do momento: Superchiadeira

Rafael Melo (@_rafael_melo)

Hoje a banda do momento está localizada em São Paulo. Akira Superchiadeira (Vocal/Guitarra),Guima Chiadeira (Baixo/Voz) e Henrique Reichert (Bateria) formam o Power Trio Superchiadeira. 

A banda é calcada no stoner rock com a magia do fuzz contaminando de forma positiva a todos os ouvidos fãs da boa música. O grupo tem formação recente, 2010, e chega no Metal Etílico comemorando o lançamento recente do seu EP "Elétrica". O trabalho tem 5 faixas muito bem produzidas, chamando a atenção na faixa "Salvação" por seu arranjo musical e principalmente pela letra apresentada, algo muito animador e que combina com o nosso programa.

Cada um dos integrantes fizeram a honra de dar uma conversada conosco, e o vocalista Akira começa nos contando sobre o nome da banda: "O nome faz uma referência á distorção, mais especificamente o fuzz. Acredito que todo guitarrista roqueiro inicia no instrumento já querendo tocar com distorção, é uma característica que deixa o timbre da guitarra mais atraente, agressivo e bonito. No entanto quanto mais distorção se usa, mais ruído se junta ao sinal, as vezes de maneira irritante rs. Essa "chiadeira" no som aparece sempre que acionamos a distorção. No caso do fuzz, é uma distorção mais barulhenta ainda, aquele lance de onda quadrada em comparação á distorção tradicional, valvulada. O nome da banda é uma auto-afirmação, pra deixar claro que fazemos um som barulhento em sua essência".

Quando perguntados sobre os projetos da banda, Guima toma a palavra junto do Akira:

Guima: "Em fevereiro lançamos o lyric video de Máquina canção do primeiro EP homônimo, no mês de março fechamos com a Abraxas records e preparamos o lançamento do segundo EP, no início de abril lançamos nosso segundo EP Elétrica contendo 5 faixas. Atualmente estamos trabalhando na composição de novas canções e bolando um vídeo para segunda metade do ano."

Akira: "Devido a pandemia tivemos que interromper Shows de divulgação, ensaios e reuniões da banda. No momento, estamos planejando como retomar nossas atividades e transmitir lives pois sabemos que a volta de shows pode demorar muito. Pretendemos nos manter ativos nesse período apesar de todas as dificuldades."

Sobre as particularidades sonoras da banda, Henrique, a cozinha musical da banda toma a palavra:

Henrique: "a banda tem uma pegada de rock mais pesado, com letras em português e
refrões diretos e marcantes, mas que agradam ouvidos variados, que vão do metal
até um rock mais pop e leve."

Guima: "Talvez a estética de nossas canções somado as letras em português
propositalmente simples, seja um elemento que nos diferencie."
Superchiadeira nos apresenta as maiores influências da banda: Nebula, Fu Manchu, The Atomic Bitchwax, Monster Magnet, Queens of the Stone Age, Dozer, Black Sabbath. Enquanto Henrique fala sobre a cena musical: "na minha opinião, o mainstream hoje é formado pelas mesmas bandas já antigas do rock nacional. O que aparece de bandas novas é algo bem pulverizado, com bandas ligadas, principalmente, ao indie rock e influências de mpb, que estão ganhando destaque em festivais, algumas rádios e outras mídias".

Ao perguntarmos sobre qual música da banda é o cartão de visitas e o por que, cada integrante deu a sua opinião:

Akira: "Na minha opinião é Salvação, do nosso segundo EP. O contexto da letra
que fala sobre esperança em forma de música sempre me lembra dos motivos que
me levaram a formar uma banda, de querer compor". 

Henrique: "concordo com o Akira. Salvação tem sonoridade e letra poderosas, o refrão
fica na cabeça e dá um respiro para os que ainda acreditam no rock".

Guima: "Eu poderia citar Encruzilhada canção do primeiro EP, mas aí tem a Joe,
essa a galera costuma abrir uma lata de cerveja e cantar a plenos pulmões, já a
Salvação do novo EP, ela é muito importante pra mim devido ao momento de
pandemia que vivemos, o refrão funciona como uma espécie de mantra: "A
Salvação veio do Rock".

Então para encerrarmos o bate papo com classe e fuzz, confira na íntegra o EP "Elétrica".

Carmen Blues lança o intenso e visceral 'Gasolina'

Intensidade é a síntese do novo single da Carmen Blues, composto pelas músicas 'Cheiro de Gasolina' e 'My Own'. Intimistas, densas e ásperas, as composições mostram o lado mais pesado (em amplos sentidos) do projeto que une blues, grunge e uma pitada de trip hop, cuja frontwoman é Carmen Cunha, a vocalista da Lâmmia, dona de uma voz única, potente e versátil. Ouça aqui as músicas do compacto Gasolina, lançado via Abraxas Records:
Cheiro de Gasolina' é uma composição de 2013, desengavetada e gravada em um momento pertinente. A letra é uma homenagem ao black bloc, mas passível de outras leituras, tanto de teor político como dentro do campo dos sentimentos. A sonoramente é inspirada livremente em Portishead, com um refrão mais pesado.

'My Own' é o contraponto. A guitarra está mais latente e fala de um resgate de si próprio. A música tem uma estrutura meio circular e repetitiva, algo que remete à Radiohead, apesar de musicalidade distinta, com peso e distorções. As referências grunge de Carmen, como Nirvana, Alice in Chains e PJ Harvey, estão evidentes aqui.
Além de Carmen, que é voz e guitarra base, a banda é Kadu Mota na guitarra solo, Luiz Gustavo (também da Lâmmia) no baixo e Christian Dias (guitarra no AstroVenga, Ênio Berlota e Nóia) na bateria.
O último lançamento da Carmen Blues também saiu pela Abraxas. Tape Sessions, de 2019, foi gravado em fita K7 no Escritório da Transfusão Noise Records num processo lo-fi, inclusive com o chiadinho de fita.
Já 'Gasolina' foi gravado no home estúdio do Christian, com produção de Vicente Barroso (Auramental). A master ficou a cargo de Francisco Patetucho, da banda Mábura.
Carmen aproveita para falar da diferença sonora entre a Carmen Blues e a Lâmmia. "A Lâmmia obviamente tem um som mais pesado, em que alguns momentos faz pontes com o metal. Na Carmen Blues o som é mais leve e mais blueseiro (apesar de que o blues está meio distante dessas duas músicas especificamente). Tem um amigo meu que diz que eu faço um blues grunge, acho que é meio por aí".

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Metal Etílico #124

Set List

Colt Clark and the Quarantine Kids - Hooked On A Feeling
Skin Depp feat Buddy Guy - Song Across America
Voodoo Shyne - Unique
Sensi Trails feat Kbong - Just Livin
Chico César - Like
Una - Faz Ideia
Peter Tosh - Johnny B. Goode
Rozzi Stories cover Etta James - A Natural Woman
Maysa Sykes cover Etta James - Ben Folds
DefCon4 - 7 Palmos
DIO - Dont talk to strangers
Journey - Dont stop believin(UNICEF version)

Em clipe de ‘Por um Clique’, Alex Sant’Anna debate obsessão pelo online

‘Por Um Clique’, faixa que abre o terceiro disco – Baião Amargo – do músico de Sergipe Alex Sant’Anna, ganha um dinâmico e conceitual videoclipe. A produção mescla animação com imagens do cantor e compositor, dos músicos que gravaram e cantaram no álbum, além de amigos, mais músicos e até celebridades. Confira o vídeo:
‘Por um clique’ é a síntese de ‘Baião Amargo’, a primeira faixa que apresenta a pluralidade de Alex Sant’Anna. Aqui, a visão contemporânea do músico é moldada por nunces de brasilidades e texturas de batidas orgânicas, do rock ao eletrônico, e entre ritmos nordestinos.
A música, com participação de Diane Veloso, reflete, na letra, possíveis relações e situações cotidianas construídas por meio da conectividade, com pertinentes questões: o que compartilhamos? O online condiz com nosso verdadeiro eu?
Alex Sant’Anna comenta sobre o audiovisual de ‘Por um Clique’. “Inicialmente, antes da pandemia de covid-19, tínhamos um projeto grande para o clipe. Uma outra ideia, mas precisamos mudar. E partimos da ideia de mostrar as pessoas em casa, conectados, às vezes sozinhos. É um contexto que combina com o momento e retreta fielmente o que canto na música”.
Os diretores do clipe, Baruch Blumberg e Jéssica Maria Araújo, reforçam as palavras de Sant’anna, de usar o isolamento social como uma narrativa do processo criativo. “A ideia era que as pessoas filmassem o que estavam fazendo no seu dia a dia, sem tentar inventar só para o vídeo, mas sim, sua ‘nova’ rotina durante esse período de isolamento. Claro que a câmera sempre provoca performance, e isso também trouxe coisas muito boas para o clipe”, eles contam.
O fio condutor do clipe de ‘Por um Clique’ é a analogia com os stories e feed do Instagram, que segundo o músico, “é onde estamos aprisionados nestes dias de quarentena e também fora dela”. Um relevante debate sobre o quanto tempo ficamos conectados e o quanto damos de importância a isso.
Os diretores revelam mais pontos do clipe. “Aproveitando esse momento da onda de lives diárias, escolhemos unir a banda com Alex, logo no início do clipe. Eles fazerem suas lives da música e Alex participar de todas elas”. Videografismo, animação e correção de cor completam o brilho do audiovisual.
Ouça Baião Amargo no streaming aquihttps://tratore.ffm.to/baiaoamargo.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

A banda do momento: The Edwoods

A banda paulistana The Edwoods é composta por dois integrantes: Andy Edwood (Vocal e Bateria) e Eron Edwood (Guitarra). 

Uma banda um tanto quanto rara se tratando do seu gênero, Primitive Rock, surpreendente a todos os ouvidos. De qualidade e com o devido chiado das origens Rock And Roll, conversamos com Andy Edwood para apresentar no Etílico este belo projeto, e ele nos conta:

"O nome The Edwoods é inspirado pelo cineasta americano de filmes trash Ed Wood. Ed Wood é conhecido mundialmente por ser um dos piores cineastas de todos os tempos, devido seus filmes contarem com muitas improvisações e pelo baixíssimo orçamento que ele tinha para filmar. Ed Wood, porém, era uma pessoa criativa e obstinada. Todas estas características também estão presentes no trabalho da banda The Edwoods."

E ele relata sobre os projetos da banda: "Gravamos nosso primeiro EP composto por 4 músicas em Outubro de 2019, no Caffeine Sound Studio em SP Capital. No carnaval deste ano fizemos parte do line up do Psycho Carnival 2020 que é um dos maiores festivais de psychobilly do mundo, realizado anualmente em Curitiba. Em Maio deste ano lançamos nosso EP em Vinil de 7 polegadas pelo selo Rubber Octopus Records."
The Edwoods trazem a sonoridade crua e primitiva dos primórdios do Rock n' Roll com as maiores influências da banda sendo The Cramps, The Gories, Stray Cats, The Sonics. Com raízes fortes, Andy não poupa palavras sobre a cena: "Para mim estamos vivendo numa onda do "Quanto pior, melhor!" Grande parte dos artistas do mainstream fazem um trabalho de qualidade no mínimo duvidosa. Há muita gente talentosa batalhando por espaço dentro do estilo que tocam, independentemente de qual seja, mas quase não há espaço para as novas caras. Para o Rock n' Roll e suas inúmeras subdivisões é ainda mais difícil, mas temos que seguir batalhando."
"A música que considero a melhor do EP se chama GO AWAY!. É um rock simples, mas com bastante energia. A letra fala de uma mulher que manda o cara embora sem mais nem menos...são elas no comando."

Go Away! e as demais musicas do EP estarão disponiveis no Spotify, ITunes, Deezer e demais portais de streaming dentro de algumas semanas.

quinta-feira, 21 de maio de 2020

LIVE da Revolução chama atenção pela qualidade da transmissão e luta pela democracia


Aconteceu nessa quinta 21 de maio, direto de Belo Horizonte, a LIVE semi-acústica da Revolução, representada por seu vocalista Johnny Kiff. A transmissão chamou atenção do público pela qualidade das cores, luzes e textura em geral do vídeo e do áudio. O repertório inclui principalmente canções dos dois últimos discos da banda. Assista completo no vídeo abaixo:

  


A live foi produzida por Higor Barreto, da HB Audiovisual num padrão Broadcast. "Nessa Live acho que o que foi mais interessante é fazer o ao vivo com a qualidade e estética de um videoclipe, tivemos uma equipe reduzida para evitar aglomeração. Consegui transmitir para o Instagram também com uma qualidade de imagem acima das capturas habituais de celular", comenta Higor. O produtor mineiro ressalta que pretende fazer novas lives no ramo da música até mesmo para produções maiores com mais câmeras.

A apresentação de aproximadamente 40 minutos teve músicas como "Você Só Pensa em Dinheiro", "Fake News" e "Sociedades do Zumbis". Além de várias citações a artistas como Beatles, Bob Dylan, U2 e outros. O músico também falou sobre o futuro da banda respondendo sobre os projetos que incluem um nova live em breve com um possível novo baterista. 


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